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Ele e eu!

Não que não haja o que contar aqui. Há sim, e muita coisa, e pretendo colocar as novidades todas aqui ainda esta semana. Hoje voltei pra publicar outro vídeo, uma homenagem minha, uma homenagem a nós dois. Porque a gente forma uma dupla e tanto! ;)

O começo de tudo, o começo do mundo pra mim… :)

Meu sol

Já é o nosso segundo dia das mães juntos. O primeiro, confesso, eu estava tão cansada (você ainda não tinha completado três meses e tínhamos acabado de voltar de uma longa temporada na casa da vovó Regina), que – com a casa cheia – você passou praticamente o nosso primeiro dia das mães no colo de outras mães que não era eu.  Não fica bravo com a mamãe, mas no comecinho (e hoje ainda é um pouco assim), a gente não pode ver um monte de braços dando bobeira que aproveita pra descansar um pouco. :) Se você tiver filhos um dia, vai me entender. Pode perguntar pro seu pai!

eu e ele

Na verdade, a mamãe não liga muito pra essas datas inventadas pro comércio bombar (o que não exclui, definitivamente, a minha vontade de ganhar um presente, ok?), porque meu dia das mães é todo dia. Do sorriso que você me dá toda manhã quando acordamos (corrigindo: quando você me acorda) até a hora em que te coloco no berço para dormir. É quando você me faz rir com alguma gracinha, ou quando me faz ter vontade de te prender numa gaiola, de tão bagunceiro que você é. É quando você larga seus brinquedos só pra vir me dar um abraço, ou quando eu te beijo e você fica bravo porque eu beijei na hora errada. É quando eu te chamo e você finge que não ouve, ou quando eu nem peço e você vem. Meu dia das mães é o dia que você aprende uma palavra nova, que consegue encaixar aquela pecinha, quando você corre pra assistir seu desenho favorito na tevê, quando perde o medo de alguma coisa que até outro dia parecia assustadora. Meu dia das mães também é quando você tem febre, ou quando tá chatinho e chorão, ou quando você não me deixa almoçar ou mesmo fazer cocô em paz. Meu dia das mães, com você, é todo dia, porque todo dia eu me descubro um pouco, desde o primeiro dia que você chegou.

Ser mãe, filho, ser a sua mãe, é a coisa mais linda desse mundo. Você, tão pequenininho, tão ‘pouca sombra’, é tão imenso aqui dentro que ocupa meu coração inteiro. Você é dono de todos os meus pensamentos, de todos os meus planos, de toda a minha vida, porque eu não existo mais sem você, porque você é o pedaço mais importante de mim. Você foi a coisa mais perfeita que eu já fiz, é a minha alegria, a minha surpresa de todo dia, é o meu maior amor. E será sempre assim, porque você, filhote, é a minha certeza.

Eu não sei, meu sol, se eu sou a melhor mãe do mundo, mas sei que me esforço sempra pra ser a melhor mãe que eu posso ser.

Nesse dia das mães, meu amor, eu quero te agradecer muito por ter sido você a me fazer mãe. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que você pudesse ser assim, tão perfeito.
Eu te amo, meu sol!

“Deixa a mamãe fazer cocô em paz, por favor!”

Hoje Francisco completa um ano e dois meses.

Antes do Francisco nascer sempre me disseram das maravilhas da maternidade, e algumas mães – almas piedosas – me colocaram também à par das desventuras que a maternidade traz. A mais temida eu nunca conheci: noites em claro. Nunca passei uma noite inteira acordada por desde que Francisco nasceu. Ela sempre foi péssimo pra dormir durante o dia (até os 4 meses sentia sono o dia todo, mas só dormia enquanto estivesse no colo. Passei os primeiros 4 meses de vida dele sentada na poltrona do quarto, assistindo qualquer porcaria legendada – porque o volume tinha que ser quase zero-  que passasse na TV, enquanto ele dormia), mas à noite ele sempre foi bom de berço. Dormiu 12h seguidas a primeira vez aos 3 meses, e desde então eu dou a última mamadeira do dia enquanto ele está dormindo). Dorme, geralmente, das 18:30h às 6:30h e, durante o dia, depois que completou um ano, três horas durante o dia. Ou de uma vez só, ou divididas em duas sonecas, uma pela manhã e outra à tarde.

Mas isso não tem absolutamente nada a ver com o que eu pretendo dizer aqui, tanto para guardar para a posteridade, quanto para alertar às futuras mamães.

Há um ano e dois meses, pessoas, eu não sei o que é fazer cocô em paz, sossegada, no silêncio, fazendo palavras cruzadas ou sudoku. Nunca calha de me dar vontade de ir ao banheiro quando ele tá dormindo. É SEMPRE quando ele está acordado.

Vamos abrir um parêntese aqui pra deixar claro que Francisco não é tão vilão assim nessa história, porque antes de engravidar, eu era um ser entupido, cocô uma vez por semana era a glória pra mim. Depois que engravidei vou todo dia. Francisco além de um filho delicioso, tb foi um ótimo desentupidor de intestino. Fecha o parêntese.

Mas, enfim, voltemos às (poucas, mas existentes) agruras da maternidade. Lá estou eu, tuitando fazendo alguma coisa da casa, enquanto Francisco está brincando ou valsando com o ventilador, quando chega o aviso: tá na hora de liberar o que o organismo rejeitou. Entro no banheiro. Ele começa a chorar. Na mes-ma ho-ra! Aí fico eu tentando apressar a saída do bendito cocô, o que obviamente não dá certo. Geralmente tem o efeito contrário. Quanto mais ele chora, menos eu consigo. Aí eu levanto, pego o Francisco, que pára de chorar no mesmo instante, e levo pro banheiro comigo. Fecho a porta, coloco ele no chão e recomeço os trabalhos. Enquanto eu tô lá, me concentrando, Francisco abre gaveta, pega o que não deve, abre a porta do armário, fecha a gaveta com o dedo dentro, puxa o papel higiênico todo do rolo, tenta entrar no box molhado, e eu, o tempo inteiro só nó “Francisco, aí não pode”, “Francisco, fica quietinho”, “Filho, deixa a mamãe fazer cocô em paz, por favor!”, “Moleque, você vai prender o dedo!”, “Machucou, filho? Mamãe avisou, vem cá!” . Isso quando não resolve que quer ficar sentado no meu colo. E viva os coliformes fecais (ecaaaa – Dr. Bactéria teria um treco se visse a cena)! Quem merece isso, minha gente? Cadê a dignidade da pessoa?

Ser mãe, além de outras coisas, meus caros, também é fazer cocô acompanhada! /o\

 

História do Cocô – Cocoricó
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