Não que não haja o que contar aqui. Há sim, e muita coisa, e pretendo colocar as novidades todas aqui ainda esta semana. Hoje voltei pra publicar outro vídeo, uma homenagem minha, uma homenagem a nós dois. Porque a gente forma uma dupla e tanto! ;)
Ele e eu!
Meu sol
“Deixa a mamãe fazer cocô em paz, por favor!”
Hoje Francisco completa um ano e dois meses.
Antes do Francisco nascer sempre me disseram das maravilhas da maternidade, e algumas mães – almas piedosas – me colocaram também à par das desventuras que a maternidade traz. A mais temida eu nunca conheci: noites em claro. Nunca passei uma noite inteira acordada por desde que Francisco nasceu. Ela sempre foi péssimo pra dormir durante o dia (até os 4 meses sentia sono o dia todo, mas só dormia enquanto estivesse no colo. Passei os primeiros 4 meses de vida dele sentada na poltrona do quarto, assistindo qualquer porcaria legendada – porque o volume tinha que ser quase zero- que passasse na TV, enquanto ele dormia), mas à noite ele sempre foi bom de berço. Dormiu 12h seguidas a primeira vez aos 3 meses, e desde então eu dou a última mamadeira do dia enquanto ele está dormindo). Dorme, geralmente, das 18:30h às 6:30h e, durante o dia, depois que completou um ano, três horas durante o dia. Ou de uma vez só, ou divididas em duas sonecas, uma pela manhã e outra à tarde.
Mas isso não tem absolutamente nada a ver com o que eu pretendo dizer aqui, tanto para guardar para a posteridade, quanto para alertar às futuras mamães.
Há um ano e dois meses, pessoas, eu não sei o que é fazer cocô em paz, sossegada, no silêncio, fazendo palavras cruzadas ou sudoku. Nunca calha de me dar vontade de ir ao banheiro quando ele tá dormindo. É SEMPRE quando ele está acordado.
Vamos abrir um parêntese aqui pra deixar claro que Francisco não é tão vilão assim nessa história, porque antes de engravidar, eu era um ser entupido, cocô uma vez por semana era a glória pra mim. Depois que engravidei vou todo dia. Francisco além de um filho delicioso, tb foi um ótimo desentupidor de intestino. Fecha o parêntese.
Mas, enfim, voltemos às (poucas, mas existentes) agruras da maternidade. Lá estou eu, tuitando fazendo alguma coisa da casa, enquanto Francisco está brincando ou valsando com o ventilador, quando chega o aviso: tá na hora de liberar o que o organismo rejeitou. Entro no banheiro. Ele começa a chorar. Na mes-ma ho-ra! Aí fico eu tentando apressar a saída do bendito cocô, o que obviamente não dá certo. Geralmente tem o efeito contrário. Quanto mais ele chora, menos eu consigo. Aí eu levanto, pego o Francisco, que pára de chorar no mesmo instante, e levo pro banheiro comigo. Fecho a porta, coloco ele no chão e recomeço os trabalhos. Enquanto eu tô lá, me concentrando, Francisco abre gaveta, pega o que não deve, abre a porta do armário, fecha a gaveta com o dedo dentro, puxa o papel higiênico todo do rolo, tenta entrar no box molhado, e eu, o tempo inteiro só nó “Francisco, aí não pode”, “Francisco, fica quietinho”, “Filho, deixa a mamãe fazer cocô em paz, por favor!”, “Moleque, você vai prender o dedo!”, “Machucou, filho? Mamãe avisou, vem cá!” . Isso quando não resolve que quer ficar sentado no meu colo. E viva os coliformes fecais (ecaaaa – Dr. Bactéria teria um treco se visse a cena)! Quem merece isso, minha gente? Cadê a dignidade da pessoa?
Ser mãe, além de outras coisas, meus caros, também é fazer cocô acompanhada! /o\
