O monstro embaixo da cama!

Uma e meia da manhã. Francisco acordou pra mamar e eu, que não comia desde as 18h, acabei por ir até a cozinha tomar um como de leite, enquanto lavava a mamadeira, pra acalmar meu estômago. De repente, eu ouço um choro meio apavorado. Francisco levantou e não me viu na minha cama, estava tudo escuro e ele havia acabado de ver um monstro no quarto dele, tadinho.

“Cadê mamãe? Mamãe, mamãe… monstro!” Ô, tadinho. Ele estava realmente apavorado.

Peguei no colo, acalmei o pequeno e coloquei pra dormir comigo, porque ele não queria voltar pro quarto dele de jeito nenhum, e só dormiu depois que eu abracei bem forte, não deixando um espacinho do corpo dele sem a proteção que ele esperava e precisava. E assim passamos a noite, agarradinhos, porque – claro – o monstro poderia voltar a qualquer momento.monster_under_bed

Hoje, pela manhã, quando acordou, Francisco me fez procurar pelo monstro. Inspecionamos a casa inteira até que ele se convenceu que ele tinha mesmo ido embora. Quer dizer: se convenceu mais ou menos, porque toda hora ele vem me perguntar se o monstro deu mesmo linha na pipa!

Eu sei que não vai adiantar nada dizer a ele que monstros não existem, porque se ele viu, é porque existe, ora bolas. Ele ainda não tem condições de distingüir sonho/imaginação de realidade, então vamos trabalhar com o que podemos: o monstro existe e andou passeando pelo quarto dele ontem. E eu vou protegê-lo toda vez que ele achar que está ameaçado e com o tempo vou tentando arrumar um jeito dele não sentir tanto medo.

E que venham os monstros todos. Nenhum deles é páreo para a super-mãe aqui! Rá!

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